Arquivo da tag: psicologia

O que os Pais precisam fazer com seus filhos

Padrão
crianças
Este é um mundo novo. As crianças nascidas nessa era automaticamente recebem aparelhos para entretê-las. Mas, onde estamos errando? Psicólogos da Universidade de Harvard vêm estudando o que torna uma criança bem criada nestes tempos de mudanças. Eles concluíram que existem vários elementos que ainda são essenciais.

Aqui estão 5 segredos para criar uma “boa” criança, de acordo com psicólogos de Harvard:

1.Passe tempo com seus filhos

Passar o tempo com seus filhos significa deixar tudo de lado por um tempo, ler um livro, chutar uma bola, caminhar com ele, ou apenas jogar um jogo à moda antiga. Em termos mais simples, isso significa que você interage com sua criança. Estas são as coisas das quais elas vão se lembrar. Elas vão se esquecer do que você comprou. Só querem passar mais tempo com seus pais.


2.Fale com eles

De acordo com os pesquisadores de Harvard, “Mesmo que a maioria dos pais diga que o cuidado com seus filhos é uma prioridade de tempo, muitas vezes as crianças não estão ouvindo a mensagem.”

Passe tempo com eles para descobrir o que está acontecendo em sua vida. Verifique com professores, treinadores. Descubra se há uma mudança em seu comportamento. Permita que seu filho se sinta confortável para conversar com você. Seu filho precisa saber que é a prioridade em sua vida. As crianças necessitam de confirmação através de palavras. As palavras são importantes. Converse com elas e compartilhe suas histórias sobre a escola, trabalhos de casa, amigos, e assim por diante.


3.Mostre ao seu filho como resolver problemas sem estressar sobre o resultado

Um dos maiores presentes que você pode dar ao seu filho é a capacidade de analisar e resolver problemas. Deixe seu filho decidir por si mesmo o que ele quer. Você não pode resolver seus problemas o tempo todo. É saudável lhe permitir experimentar a vida através de suas próprias lentes. Conquistas são importantes e, ao lhe permitir determinar o que quer, você o está presenteando com a consciência.

Você quer criar um adulto produtivo. Permita que ele venha até você e compartilhe seus problemas e o oriente a fazer as melhores escolhas possíveis. É difícil dar um passo atrás quando vir filho cometer um erro. Mas faz parte da aprendizagem e da evolução da nossa humanidade.

Rick Weissbourd, que conduziu o estudo, diz: “Estamos muito focados na felicidade de nossos filhos. Estamos fazendo-os se concentrarem apenas em casos de sucesso?” A pressão para a realização pode ter muitos resultados negativos”, diz Weissbourd, que é codiretor do projeto.


4.Mostre a sua gratidão a seu filho regularmente

Os pesquisadores dizem que “os estudos mostram que pessoas que praticam o hábito de expressar gratidão são mais propensas a serem úteis, generosas, compassivas, felizes, saudáveis e perdoarem com mais facilidade.” Os pais devem dar tarefas aos seus filhos e, em seguida, expressarem gratidão por suas realizações. É importante que as crianças vejam que a gratidão é um dom notável. Sempre que fizerem algo, honre-as e as reconheça pelo seu desempenho.

Como pais, é nosso devem ensinar nossos filhos a serem compreensivos e compassivos para com os outros. As crianças aprendem pelo exemplo. Leve-as para trabalhos comunitários e voluntários. Ajudar seus filhos é não apenas dar-lhes uma chance de serem adultos surpreendentes, mas também remover o preconceito da intolerância e diferença. Tudo começa em casa.

 

images (6)


5.Ensine seus filhos a expandirem a sua visão

Isso remonta à mostrar-lhes gratidão. Deixe seu filho experimentar o mundo através de sua compaixão. Os pesquisadores dizem que “quase todas as crianças empatizam e se preocupam com seu pequeno círculo de familiares e amigos.”

Ensine seu filho a ser um bom ouvinte, a interagir sem o uso de tecnologia, ser compreensivo com outras pessoas  de fora de sua família  e a não julgar qualquer pessoa com base em sua religião ou nacionalidade. Estamos em tempos cruciais da evolução humana, e esta nova geração tem a capacidade de mudar o nosso mundo. Expor seu filho a diferentes culturas ajuda a desenvolver uma pessoa amorosa, gentil e feliz.

Você é responsável por criar almas amorosas. Ajude-as a navegarem neste mundo através da compaixão, amor e bondade.

“Criar uma criança respeitosa, carinhosa e ética sempre pode parecer um trabalho árduo. Mas é algo que todos nós podemos fazer. E nenhum trabalho é mais importante ou mais gratificante.”

images (7)

Traduzido pela equipe de O Segredo – Fonte: Power of Positivity

O Poder Pessoal 

Padrão

auto1

A sua mente tem a capacidade de gerar saúde perfeita ou provocar uma doença grave. Na verdade ela irá criar tudo aquilo que foi programada para fazer. Muitas vezes inconscientemente você programa uma doença por meio de suas emoções como o ódio a si mesmo e aos outros, a vingança, a desistência da vida e assim por diante. Se faz necessário aprender a programar a mente a ter saúde perfeita, radiante em todos os aspectos e cada vez mais saudável. É preciso lembrar que a mente opera 24 horas por dia 365 dias por ano esteja você dormindo ou acordado e jamais se cansa. Está continuamente fazendo aquilo que foi programada para fazer.

Lembre  sempre que se você não assumir essa responsabilidade a sua mente ou outras pessoas vão controlar a sua vida.

felicidade

Se alguém o julga ou ataca e você assimila a crítica; ou você irá se magoar retraindo-se ou irá revidar. Agindo assim você deixa que a outra pessoa seja a causa de suas emoções, mas é você quem deve ser a causa das suas próprias emoções.

O poder pessoal é uma atitude, você pode decidir manter uma atitude de fraqueza ou de força ao começar cada novo dia. Seu poder é a energia que você usa para executar as decisões que toma, se você não é uma pessoa decidida a sua mente ou outras pessoas tomam uma decisão por você.

Como  você pode ser o senhor de sua própria vida se não toma posse do seu poder?

images (4)

 Você é um co-criador e também tem poder! Você não pode se ajudar se não for dono do seu poder.

Está e sempre esteve disponível para você um poder pessoal  irrestrito. 

O santo é um pecador que jamais desistiuParamahansa Yogananda 

Quando você usa o seu poder durante um longo tempo você tem aquilo que chamamos de disciplina.  

Toda manhã ao levantar-se da cama você pode reivindicar o seu poder e se comprometer a tornar-se o senhor de sua própria vida. É possível ser afetuoso, ter um dia excelente e não deixar que nada no universo o tire das suas tarefas agendadas.

“Nada tem poder algum sobre mim além daquilo que permito por meio de meus pensamentos conscientes”  Anthony Robbins 

Comece a  ouvir a voz que há na sua cabeça, tanto quanto puder. Preste atenção principalmente a padrões repetitivos de pensamentos,  aquelas velhas trilhas sonoras que você escuta da sua cabeça há anos. Isso é observar o pensamento. Esteja lá presente como uma testemunha. Seja imparcial ao ouvir a voz, não julgue.

Ouvir o pensamento significa que você está consciente não só do pensamento mas também de você mesmo.

Este é o seu interior mais profundo. 

images (5)

Quando você faz isso o pensamento perde o poder que exerce sobre você e se afasta rapidamente porque a mente não está mais recebendo a energia gerada. Este é o começo do fim do pensamento involuntário e compulsivo.

Quando um pensamento se afasta perceba uma interrupção no fluxo mental, um espaço de mente vazia. Quando esses espaços acontecem sinta uma certa serenidade e paz interior.  Esse é o começo do estado natural de se sentir em unidade com o Ser.

Com a prática , a sensação de paz e serenidade vai se intensificar. Isso vai elevar a sua frequência vibracional. Todas as vezes que criamos uma espaço no fluxo do pensamento a luz da nossa consciência fica mais forte.

conscic3aancia-fonte_gabyherbstein-com

O Verdadeiro Poder interior está à sua disposição agora 

A mente procura sempre negar e escapar do agora. Quanto mais você  se  identificar com a sua mente mas sofrerá.  Quanto mais respeitar e aceitar o agora, mais se libertará da dor,  do sofrimento e da mente 

E como fazer isso? Tenha uma profunda consciência de que o momento presente é tudo o que você tem. Faça do agora o foco principal da sua vida. Perceba o quanto você  está no  agora ou no passado ou no futuro durante todo o seu dia. Anote suas observações.

Por que o agora é a coisa mais importante que existe? 

 Porque é a única coisa que existe. O único fator que permanece constante. Não há como transformar o que já aconteceu, isto está no passado, não temos como prever o que irá acontecer no futuro, o único momento que existe é o momento presente. O seu poder está no agora.

A PRESENÇA É A CHAVE para a liberdade. Portanto, você só pode ser livre agora. Onde quer que você esteja….. esteja por inteiro.

Referência bibliografia

Praticando o Poder do Agora – Eckhart Tolle

Psicologia da Alma – Joshua David Stone

Escrever, um prazer terapêutico

Padrão

untitled

Ao longo das nossas vidas experimentamos muitos sentimentos diferentes, mas não basta apenas dar-lhes voz; eles precisam ser escritos, trazidos à luz para serem vistos nas palavras e frases no papel. Escrever é uma verdadeira terapia.

Escreva se você estiver triste, se estiver feliz, se o seu amor se foi ou se alguém muito próximo morreu. Escreva e não pare até expressar todos os seus sentimentos e sensações. Não pense, apenas escreva.

Em 1999 foi realizado um estudo nos Estados Unidos pela Associação Médica Americana que estudou os efeitos da escrita em diversos pacientes com vários tipos de doenças.

Os pacientes com asma melhoraram seus níveis de respiração, os doentes com artrite sentiram alívio nas dores, portanto os efeitos positivos da escrita foram comprovados.
“Escrever é uma forma de terapia. Às vezes me pergunto como conseguem escapar da loucura, da melancolia e do pânico, que são estados próprios da condição humana, os que não escrevem, não compõem e não pintam.”
-Grahan Green-

Escrever é uma terapia

Em junho de 2008 um estudo do Journal of Pain and Symptom Management revelou que um grupo de pacientes com câncer que escreviam por 20 minutos uma vez por semana experimentaram uma melhora significativa em sua saúde emocional e um grande bem-estar lendo suas histórias para os outros.

Um dos grandes defensores da escrita como uma forma de terapia é o Dr. James Pennebaker. Em seu livro “Abra seu coração: O poder da cura através da expressão das emoções”, ele diz que escrever sobre experiências desagradáveis ajuda a melhorar o ânimo, diluir a raiva, e fortalecer o sistema imunológico. Ele também dá alguns conselhos para utilizar a escrita como terapia:

– Pergunte a si mesmo: Há quanto tempo eu me sinto assim?

Se a resposta automática for “muito tempo”, é preciso procurar ajuda e o primeiro passo pode ser começar a escrever.

– Comprometa-se a escrever vinte minutos durante quatro dias consecutivos.

Os estudos demonstram que esse tempo é suficiente para construir uma história sobre o que nos preocupa e, assim, desabafar.

– Escreva sem parar

Não se preocupe com a sintaxe ou ortografia, ou o significado do que escreve. Libere os sentimentos, deixe as emoções fluírem.

Tente escrever uma história que conecte os vários aspectos da sua vida: trabalho, relações emocionais, etc. Descrevendo em palavras o que o preocupa em cada setor da sua vida, você perceberá as conexões que podem existir.

Os benefícios terapêuticos de escrever

A escrita tem benefícios positivos inegáveis sobre muitos aspectos da nossa vida: alivia nossa angústia, nos ajuda a dar forma, entender e solucionar o que nos preocupa.

Algumas vantagens de escrever como terapia são as seguintes:

1- Estimula nossa criatividade

Escrever é algo muito criativo; nos ajuda a nos expressarmos melhor, a encontrar novas soluções, novas ideias, a imaginar e sonhar.

“Não existem mais do que duas regras para escrever: ter algo a dizer e dizê-lo”.
Oscar Wilde

2- Nos ajuda a gerir nossas emoções

Quando escrevemos derramamos todas as nossas emoções no papel. Podemos rir ou chorar enquanto escrevemos. O que transmitimos através das nossas palavras nos ajuda a gerir nossas emoções e entendê-las a partir de outro ponto de vista.

3- Permite o autoconhecimento

O que escrevemos vem do coração, do nosso ser mais profundo; colocar os sentimentos em palavras nos faz perceber como realmente somos, como as circunstâncias da vida nos afetam, como são a raiva e a frustração que sentimos. Damos nome aos sentimentos e os enfrentamos “cara a cara”.

4- Nos dá a oportunidade de compartilhar nossos sentimentos

Podemos escrever para nós mesmos ou mostrar para os outros e compartilhar nossos sentimentos e experiências.

O fato de mostrar para outras pessoas nos permite avaliar outros pontos de vista e receber a empatia das pessoas próximas.

Escrever é uma terapia

Técnicas de escrita terapêutica

Para começar a escrever como terapia, o essencial é soltar a imaginação e seguir alguns conselhos simples.

– Escreva vinte minutos por dia durante quatro dias.

Escreva de forma automática, não se preocupe com o sentido das frases, com a ortografia, etc.

– Escreva sobre os problemas que mais o preocupam, sobre os aspectos da sua vida que julga mais importantes.

– Se precisa resolver um problema com alguém, escreva uma carta, mesmo que não a envie e a pessoa nunca leia.

E acima de tudo, escreva sua história com um final feliz e viva.

“Para mim, escrever é viver, conhecer, ser arqueólogo de si mesmo. Escavar, e quando escavamos descobrimos dentro de nós o criminoso e o santo, o herói e o covarde”.
-José Luis Sampedro-

Contos e Mitos

Padrão

“Quando apresentamos um mito ou contamos uma história de fadas, existe para a pessoa que participa, isto é, para quem se emociona com ela, um efeito curativo, pois devido a sua participação, ela é enquadrada numa forma arquetípica de comportamento e, desse modo, pode chegar pessoalmente “`a ordem” (Emma Jung)

 

O Eterno Imaginário, óleo sobre tela de John Anster

A magia dos contos  e mitos é o encontro do consciente com o inconsciente, e é através deste dar as mãos que nasce o símbolo.

“Onde está a sonata antes de ser tocada no piano.” (Rubens Alves). A sonata já existe, mas está em outra dimensão. Ela nasce para o artista como inspiração. A sonata está no inconsciente coletivo e o artista tem o acesso a ela através de suas vivências e experiências.

“Jung nos ensinou que, do ponto de vista simbólico, os personagens dos mitos e contos de fadas podem ser vistos como representantes de forças que atuam em nossa psique coletiva, e portanto fazem parte da constituição de nossa natureza humana e da natureza planetária (de acordo com o ponto de vista da psicologia simbólica, psique e mundo são aspectos diferentes de uma mesma realidade multifacetada, que se manifesta através de infinitas faces). Por isso, o conhecimento do mundo e da natureza à nossa volta tem como contraponto e complemento indissociável o auto-conhecimento. E, sendo forças, essas forças não são “boas” nem “más”: tudo depende do direcionamento que damos a elas, de como as atualizamos e contextualizamos, de como nos relacionamos com elas”. (Bernardo, 2004:132-3)

” Só é olhado pelo céu quem olha para as estrelas” (Mia Couto)

MITO DA CAVERNA – PLATÃO

Padrão

O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.

A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.

Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de muito habituar-se com a nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).

Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.

Este modo de contar as coisas tem o seu significado: os prisioneiros somos nós que, segundo nossas tradições diferentes, hábitos diferentes, culturas diferentes, estamos acostumados com as noções sem que delas reflitamos para fazer juízos corretos, mas apenas acreditamos e usamos como nos foi transmitido. A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos, pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou Idéias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano. A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a Idéia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu com Deus).

Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir pela maioria ignorante.

Por João Francisco P. Cabral

Visualização Criativa, Contos e Mitos

Padrão

O trabalho com Visualização Criativa, Contos e Mitos tem o objetivo de fazer os conteúdos inconscientes virem para a consciência e desta forma serem acolhidos, trabalhados e resignificados.

O inconsciente é criativo por natureza. Jung diz que o inconsciente não é somente um depósito das coisas que não acessamos, toda nossa criatividade vem dele. Os símbolos surgem nos aspectos conscientes e inconscientes. Através do consciente atraímos conteúdos do inconsciente que necessitam ser elaborados e transformados. Todo conteúdo que não trabalharmos no consciente vai para o inconsciente por não estarem prontos para serem elaborados.

O inconsciente coletivo é a camada mais profunda de nossa alma. É coletivo porque não pertence ao indivíduo, mas à humanidade. Tem como base os arquétipos e só pode tornar-se consciente quando o inconsciente pessoal tomá-lo através das experiências. Todas as idéias e representações mais poderosas da humanidade remontam aos arquétipos. Os arquétipos são tendências psíquicas universalmente herdadas, via evolução da espécie para representar imagens semelhantes. O acesso se faz através da observação dos sonhos, nos mitos, nos contos de fadas, nas religiões, nas artes dramáticas, plásticas e esculturas, peças publicitárias e relacionamentos humanos.

A criação de história a partir de sonhos, de imaginação ativa, imaginação dirigida ou de desenhos livres é uma técnica expressiva valiosa.

“A regra psicológica diz que quando uma situação interna não é conscientizada, ela acontece fora, como destino”. Carl Gustav Jung

Cristais radiônicos

Padrão

Cristais radiônicos são pequenas esferas programadas radionicamente para emitir uma frequência eletromagnética de oito mil angstroms. Esta programação é feita por radiestesia eletrônica e a frequência impressa nos cristais radionicos é considerada a frequência de equilíbrio do ser humano que varia entre 6.500 a 8.000 angstroms.

Os cristais radiônicos funcionam como instrumentos de estímulos e seguem os mesmos princípios das agulhas de acupuntura e das sementes de mostarda, muito usadas na acupuntura auricular.

Tudo vibra não importa se é orgânico ou inorgânico. Tudo que existe e tem forma, vibra em uma frequência própria, produzindo os mais variados tipos de radiação.

Estamos frequentemente respondendo às radiações que nos atingem, por isso, quando estamos em  equilíbrio, nossas células e moléculas ressoam de forma harmônica. As radiações nocivas internas ou externas podem gerar uma serie de desequilíbrios.

Quando os cristais radiônicos são aplicados em pontos de acupuntura e/ou em pontos de micro sistemas reflexos, além do estímulo físico reflexológico, eles induzem o organismo a entrar em uma frequência igual ou superior a de oito mil angstroms, frequência de harmonia e equilíbrio, segundo os radiestesistas.

No aspecto emocional os cristais radiônicos atuam nos quadros psicossomáticos, nos traumas emocionais, fobias, etc

Os Cristais Radiônicos atuam reequilibrando o funcionamento de todos os sistemas do organismo.

Não existe um protocolo rígido de tratamento. Cada caso deve ser analisado, individualmente, e tratado segundo os conhecimentos da MTC – Medicina Tradicional Chinesa, e das práticas integrativa complementares que o terapeuta dominar, todavia é fundamental que inicialmente, seja procedida uma rápida anamnese. Perguntas que identificam a história do cliente, os aspectos relacionados com as queixas principais e desarmonia. Daí usando-se todos esses conhecimentos são aplicadas as pequenas esferas de cristais radiônicos, nos pontos específicos, identificados pela avaliação.

É muito importante que durante o tratamento o paciente esteja envolvido no processo e entre em sintonia com os sentimentos e suas desarmonias físicas, refletindo sobre isso. A utilização do “Relaxamento Theta” da “Terapia do Bem” – reflexão induzida e a técnicas do questionamento profundo – são instrumentos utilizados pelo método para colocar o paciente em contato com suas dificuldades e necessidades de mudanças de comportamento.

COMO LIDAR COM NOSSOS PRÓPRIOS SONHOS?

Padrão

“… Em geral, não se deve interpretar os próprios sonhos…
Os sonhos costumam tocar nosso ponto cego.
Eles nunca nos dizem o que já sabemos, mas sim o que não sabemos.

Quando interpretam seus próprios sonhos, as pessoas tendem a dizer:
“Sim, eu sei o que isto quer dizer.” Então projetam no sonho aquilo que já sabem.
Interpretar os próprios sonhos é muito diícil.
Por isso Jung recomendava aos analistas junguianos que procurassem colegas
para discutir sonhos.

A dificuldade em interpretar nossos próprios sonhos é que não podemos ver nossas próprias costas…
Se o mostrarmos para outra pessoa, ela poderá vê-las; nós não.
Os sonhos tocam as costas, aquilo que não se pode ver…

Pergunta: “Mas se é tão benéfico ver as próprias costas, porque a humanidade sempre teve “medo” do mundo dos sonhos?”

Resposta: Há boas razões para isso. O inconsciente pode devorar o ser humano.
O mundo dos sonhos é o que há de mais benéfico sobre a face da Terra
e observar os próprios sonhos é a coisa mais salutar que se pode fazer.
Enretanto, o mundo onírico pode também “devorar” uma pessoa que fique sonhando acordada,
tecendo fantasias neuróticas ou perseguindo idéias irreais o tempo todo…

O mundo onírico só é benéfico e terapêutico se estabelecermos um diálogo com ele,
sem, no entanto, abandonar a vida terrena, “real”. 
Não se pode esquecer de viver. A vida terrena não deve ser posta de lado.
No momento em que se começa a esquecer a vida terrena – o próprio corpo, a alimentação, o trabalho diário – o mundo dos sonhos pode tornar-se perigoso.
O mundo onírico só é positivo quando em diálogo vivo e equilibrado com uma vida realmente vivida.”

(Fonte: O Caminho dos Sonhos, Marie-Louise von Franz em Conversa com Fraser  Boa – Cultrix, 1993)

Tenho por hábito manter um registro de meus sonhos. Dou um número, um título e a data.
Tenho dificuldade em lembrar de meus sonhos ao acordar mas, devo dizer que
os sonhos realmente “importantes”, aqueles que mudaram minha vida,
sempre causaram um forte impacto ao acordar…
Me acompanham até hoje…
Não fazia nenhuma tentativa de interpretar…
Como um fio de Ariadne, permiti que eles me guiassem no Labirinto…
MAS, percebo hoje que só descobri que estava no Labirinto
depois que os sonhos me guiaram para fora dele…
Retrospectivamente…

Rosanna Pavesi

Arteterapia

Padrão

Arte Terapia é uma abordagem que utiliza os suportes artísticos com objetivos terapêuticos.

”É um campo disciplinar baseado na concepção que todo indivíduo tem uma capacidade inata para expressar anseios, angústias, crenças, sofrimento, desejos, prazeres, pensamento em formas e imagens visuais, auditivas, táteis e poéticas.” (OLIVEIRA, 2011)
* Transforma pensamentos e sentimentos em imagens.
* É um espaço de expressão para organização do mundo interno e diálogo com aspectos desconhecidos, onde as imagens são mobilizadas fazendo com que elas tenham fluxo e voltem resignificadas.
*Dá forma as emoções, despotencializa o afeto e ativa forças autocurativas

”Qualquer pessoa pode tirar proveito desse processo: crianças, adolescentes, adultos, idosos, doentes mentais, dependentes químicos ou deficientes. Todos podem se beneficiar da possibilidade de se expressar de um modo livre, natural e intuitivo, exercendo o potencial humano da criatividade. O paciente é levado pelo arteterapeuta a se soltar da maneira mais espontânea possível, rabiscando, colorindo, desenhando, modelando, enfim, criando imagens, poesia, música, de acordo com seus próprios recursos pessoais. Será por meio dessas atividades que poderá expressar seus sentimentos, pensamentos, emoções, atitudes, descobrindo aspectos seus que antes não estavam claros, reconhecendo-se no que saiu de si, e na materialidade dos elementos concretos colocados à sua disposição.”   ( OLIVEIRA, S. Símbolo, Signo, Imagem: reflexões de uma clínica imaginal.)

O ponto de vista de cada um

Padrão

 

 

 

 

 

Quantas vezes você se viu numa discussão em que a outra pessoa não o compreendia? Ela contra-argumentava e você tinha dificuldade de entender? Quem será que estava com a razão?

Provavelmente os dois! Apenas estavam olhando a questão por perspectivas distintas, talvez por possuírem perfis psicológicos diferentes. Essas diferenças foram identificadas por Carl G.Jung(1875 – 1961), psiquiatra suíço, no livro “Tipos Psicológicos”, onde define que as pessoas podem ter formas muito distintas de perceber e julgar o que ocorre ao seu redor.

A compreensão do perfil psicológico pode ser muito rica, pois podemos tirar proveito das suas particularidades, potencializar o que tem de melhor, e valorizar as diferenças!

Esse entendimento também pode nos ajudar a direcionar a carreira, entender o que nos motiva e, inclusive, melhorar nossos relacionamentos.

Isso é música para seus ouvidos? Então vamos aos conceitos dos “tipos psicológicos” para que você entenda melhor os benefícios desse conhecimento.

Primeiramente, Jung identificou uma diferença relativa a direção da energia da pessoa. Se a energia está dirigida às coisas ao redor, às outras pessoas, ao que ocorre no mundo exterior, esta pessoa é caracterizada como “extrovertida” e representada pela letra “E”. Se, por outro lado, a energia está voltada para as próprias ideias, reflexões sobre o que ocorre no mundo interior essa pessoa é “introvertida” (I).

Dentro de cada grupo de extrovertidos e de introvertidos, Jung percebeu que existiam diferenças de posicionamento e atitudes entre as pessoas. Jung  identificou quatro “funções psíquicas” que diferenciavam esses indivíduos e as agrupou em dois pares de opostos:

Como PERCEBEMOS o mundo:

◦      Sensação (S)

◦      Intuição (N)

Como JULGAMOS o mundo:

◦      Pensamento (T)

◦      Sentimento (F)

As pessoas do tipo “Sensação” são pessoas mais detalhistas, que utilizam os cinco sentidos para coletar e analisar o que está ao seu redor, gostam de dados e fatos, são focadas no aqui e agora, são realizadoras. Por outro lado, as pessoas do tipo “Intuição” são pessoas que usam o seu sexto sentido, olham o todo, enxergam possibilidades, têm o foco no futuro, tendem a ser visionárias.

As pessoas do tipo “Pensamento” são as que julgam o mundo com objetividade, racionalidade, pragmatismo, em geral são excelentes administradores. Por fim, as pessoas do tipo “Sentimento” julgam a realidade através da subjetividade, algo é bom ou ruim segundo suas crenças e valores, seu foco é nas relações e na harmonia do ambiente, são atraídas por profissões focadas nas pessoas.

O tipo psicológico é composto pelas quatro funções, entretanto, com pesos distintos de acordo com a frequência de atuação, identificadas como função principal, auxiliar, terciária e inferior.

A determinação do tipo psicológico é feita pela composição das duas funções mais desenvolvidas, ou seja, a principal e a auxiliar. Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F).

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal. Por exemplo, se a função principal é pensamento, a função inferior será sentimento.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido.  Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados. Nesses momentos podemos agir de modo irreconhecível e causar estragos. Justamente por isso, é importante trabalhar essa função.

A combinação do foco de energia (E ou I) com as quatro funções determinam os 16 tipos psicológicos. Cada um desses perfis possui potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Para que se entenda a dinâmica dos tipos, imagine que um destro precise escrever o próprio nome. Com a mão direita, a tarefa será executada facilmente. Mas se for solicitado que ele faça o mesmo com a mão esquerda, terá que pensar como segurar a caneta, como se posicionar. Enfim, vai gastar mais tempo e a caligrafia não será a mesma. Assim é o nosso tipo psicológico. As funções dominantes (principal e auxiliar) representam a nossa preferência, a mão direita dos destros, e as funções terciária e inferior representam a “mão esquerda”.

Por isso o  autoconhecimento é tão importante. Ele torna possível explorar tudo que as funções dominantes oferecem e ampliar o monitoramento das demais funções para que as fraquezas sejam minimizadas.

A compreensão do tipo psicológico é muito útil na escolha, desenvolvimento ou mudança de carreira. Graças a ela, podemos optar por caminhos mais confortáveis, mais afins ao nosso tipo psicológico e, com isso, desempenharemos nossas tarefas com maior satisfação, prazer e desenvoltura.

Por exemplo, uma pessoa tipo Sensacão-Pensamento é um realizador, tem um senso prático forte. Ela pode ser um empreendedor de sucesso, um alto executivo orientado a resultados. Mas, se estiver trabalhando com algo abstrato, conceitual, cujos resultados não sejam mensuráveis, isso exigirá dela um esforço hercúleo.

Enfim, se agirmos com sabedoria seguiremos os ensinamentos de Confúcio: “trabalhe com aquilo que gosta e não terá que trabalhar um dia sequer”.

Fonte: Lucia Navarro

Qual é o seu pensamento, e em seu coração, como ele é?

Padrão

Transcrito do livro Common Sense Health and Healing, pelo Dr. Richard Schulze.


Imagine como o sistema imunológico tem que se defender ante o ataque constante a que se vê acometido.
Se lhe parece que as bactérias assassinas, as enfermidades gerais e as gripes malignas são perniciosas, você se surpreenderá quando souber que as pesquisas médicas e científicas concluíram que o inimigo mais temido pelo organismo não são os micróbios… mas, os pensamentos e as palavras de cada dia.

Quer mais?

Há um nutriente de efeitos terapêuticos mais eficaz que as vitaminas, os minerais, as enzimas, os remédios naturais e as ervas medicinais:

O AMOR.


O cérebro trabalha constantemente, todos os dias do ano e a toda hora, não fecha nos feriados nem tira férias.
A princípio, é o computador que dirige o organismo, e regula praticamente cada una das funções do metabolismo e seu equilíbrio químico.
Desde o sistema nervoso até a atividade sexual passando por mil atividades que você não tem nem idéia, o cérebro é quem manda, e está constantemente criando, automatizando, regulando, equilibrando e mantendo todo o organismo a cada momento do dia.
A ciência já descobriu que quando se tem um pensamento o cérebro produz substancias que abrem o que se poderia chamar de janela para a atuação dos sentimentos.
Quando o pensamento é concluído, a janela se fecha.

Por exemplo, quando vê a pessoa amada, essa sensação incrível que percorre o corpo não é outra coisa que uma substância química.

Quando se excita sexualmente o seu corpo é levado a liberar outra substância química, e quando um alguém tenta lhe assaltar, e vem a vontade de reagir de ter consigo uma arma para desintegrar esse safado, esta ira que sente, esse ácido corrosivo que aparece no sistema circulatório, no estômago, essa sensação, é outra substância enviada pelo cérebro.
Essas substâncias segregadas pelo cérebro se chamam neuropeptídeos.
A biologia levou anos pesquisando este campo e ainda continua.
O que sabemos até agora é que quando se tem um pensamento, o cérebro produz substâncias que afetam a pessoa, e o que ela sente é produzido pela assimilação desses neuropeptídeos.

E é aqui que a coisa se torna inquietante:

A ciência médica fez uma descoberta transcendental na última década que passou praticamente inadvertido.
Já era sabido que as células do sistema imunológico, como todas as demais, têm compartimentos de descarga em sua membrana para assimilar diversas substâncias.
O que se descobriu foi que na membrana de cada um dos linfócitos que defendem o corpo de bactérias, vírus, fungos, parasitas, câncer e de todas as enfermidades, existe um ponto concreto de carga que recebe os NEUROPEPTÍDEOS.

O que importa ao sistema imunológico é aquilo que pensamos, por isso a importância dos pensamentos!


Somos responsáveis pelos nossos sentimentos mais interiores.
As palavras nos afetam mais do que armas.
Uma ofensa pode nos matar, porque tudo isso deprime nosso sistema imunológico

Isso não é tudo.

Já temos visto que o sistema imunológico fica algum tempo escutando nossos monólogos internos, raivas, mágoas, as ofensas que escutamos, o amor que nos negamos, enquanto nenhuma célula ou órgão do organismo monitore e responda com uma ação concreta a estas pragas danosas as quais vão se acumulando no órgão que estiver mais fraco.


O sistema imunológico não só escuta, mas reage de acordo com o pensamento a este diálogo emocional.
As células que defendem nosso organismo têm pontos receptores de neuropeptídeos, as substâncias que produzimos no cérebro com cada pensamento.
E a resposta do nosso organismo aos germes patógenos ou ofensas, varia dependendo de que se fortaleça ou debilite o amor por nos mesmos que dará força ao nosso sistema imunológico para nos defender e nos manter saudáveis

A resposta do sistema imunológico está condicionada ao pensamento!

Tudo o que fazemos ou deixamos que nos façam, tem conseqüências físicas.

Portanto, ame a si mesmo e viva positivamente.

A Sombra

Padrão

Para Jung, a Sombra é o centro do Inconsciente Pessoal, o núcleo do material que foi reprimido da consciência. A Sombra inclui aquelas tendências, desejos, memórias e experiências que são rejeitadas pelo indivíduo como incompatíveis com a Persona e contrárias aos padrões e ideais sociais. Quanto mais forte for nossa Persona, e quanto mais nos identificarmos com ela, mais repudiaremos outras partes de nós mesmos. A Sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade e também aquilo que negligenciamos e nunca desenvolvemos em nós mesmos. Em sonhos, a Sombra freqüentemente aparece como um animal, um anão, um vagabundo ou qualquer outra figura de categoria mais baixa.

Em seu trabalho sobre repressão e neurose, Freud concentrou-se, de inicio, naquilo que Jung chama de Sombra. Jung descobriu que o material reprimido se organiza e se estrutura ao redor da Sombra, que se torna, em certo sentido, um Self negativo, a Sombra do Ego. A Sombra é, via de regra, vivida em sonhos como uma figura escura, primitiva, hostil ou repelente, porque seus conteúdos foram violentamente retirados da consciência e aparecem como antagônicos à perspectiva consciente. Se o material da Sombra for trazido à consciência, ele perde muito de sua natureza de medo, de desconhecido e de escuridão.

A Sombra é mais perigosa quando não é reconhecida pelo seu portador. Neste caso, o indivíduo tende a projetar suas qualidades indesejáveis em outros ou a deixar-se dominar pela Sombra sem o perceber. Quanto mais o material da Sombra tornar-se consciente, menos ele pode dominar. Entretanto, a Sombra é uma parte integral de nossa natureza e nunca pode ser simplesmente eliminada. Uma pessoa sem Sombra não é uma pessoa completa, mas uma caricatura bidimensional que rejeita a mescla do bom e do mal e a ambivalência presentes em todos nós.

Cada porção reprimida da Sombra representa uma parte de nós mesmos. Nós nos limitamos na mesma proporção que mantemos este material inconsciente.

À medida que a Sombra se faz mais consciente, recuperamos partes previamente reprimidas de nós mesmos. Além disso, a Sombra não é apenas uma força negativa na psique. Ela é um depósito de considerável energia instintiva, espontaneidade e vitalidade, e é a fonte principal de nossa criatividade. Assim como todos os Arquétipos, a Sombra se origina no Inconsciente Coletivo e pode permitir acesso individual a grande parte do valioso material inconsciente que é rejeitado pelo Ego e pela Persona.
No momento em que acharmos que a compreendemos, a Sombra aparecerá de outra forma. Lidar com a Sombra é um processo que dura a vida toda, consiste em olhar para dentro e refletir honestamente sobre aquilo que vemos lá.

http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO%2FLerNoticia&idNoticia=192