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Contos e Mitos

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“Quando apresentamos um mito ou contamos uma história de fadas, existe para a pessoa que participa, isto é, para quem se emociona com ela, um efeito curativo, pois devido a sua participação, ela é enquadrada numa forma arquetípica de comportamento e, desse modo, pode chegar pessoalmente “`a ordem” (Emma Jung)

 

O Eterno Imaginário, óleo sobre tela de John Anster

A magia dos contos  e mitos é o encontro do consciente com o inconsciente, e é através deste dar as mãos que nasce o símbolo.

“Onde está a sonata antes de ser tocada no piano.” (Rubens Alves). A sonata já existe, mas está em outra dimensão. Ela nasce para o artista como inspiração. A sonata está no inconsciente coletivo e o artista tem o acesso a ela através de suas vivências e experiências.

“Jung nos ensinou que, do ponto de vista simbólico, os personagens dos mitos e contos de fadas podem ser vistos como representantes de forças que atuam em nossa psique coletiva, e portanto fazem parte da constituição de nossa natureza humana e da natureza planetária (de acordo com o ponto de vista da psicologia simbólica, psique e mundo são aspectos diferentes de uma mesma realidade multifacetada, que se manifesta através de infinitas faces). Por isso, o conhecimento do mundo e da natureza à nossa volta tem como contraponto e complemento indissociável o auto-conhecimento. E, sendo forças, essas forças não são “boas” nem “más”: tudo depende do direcionamento que damos a elas, de como as atualizamos e contextualizamos, de como nos relacionamos com elas”. (Bernardo, 2004:132-3)

” Só é olhado pelo céu quem olha para as estrelas” (Mia Couto)

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