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O que os Pais precisam fazer com seus filhos

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Este é um mundo novo. As crianças nascidas nessa era automaticamente recebem aparelhos para entretê-las. Mas, onde estamos errando? Psicólogos da Universidade de Harvard vêm estudando o que torna uma criança bem criada nestes tempos de mudanças. Eles concluíram que existem vários elementos que ainda são essenciais.

Aqui estão 5 segredos para criar uma “boa” criança, de acordo com psicólogos de Harvard:

1.Passe tempo com seus filhos

Passar o tempo com seus filhos significa deixar tudo de lado por um tempo, ler um livro, chutar uma bola, caminhar com ele, ou apenas jogar um jogo à moda antiga. Em termos mais simples, isso significa que você interage com sua criança. Estas são as coisas das quais elas vão se lembrar. Elas vão se esquecer do que você comprou. Só querem passar mais tempo com seus pais.


2.Fale com eles

De acordo com os pesquisadores de Harvard, “Mesmo que a maioria dos pais diga que o cuidado com seus filhos é uma prioridade de tempo, muitas vezes as crianças não estão ouvindo a mensagem.”

Passe tempo com eles para descobrir o que está acontecendo em sua vida. Verifique com professores, treinadores. Descubra se há uma mudança em seu comportamento. Permita que seu filho se sinta confortável para conversar com você. Seu filho precisa saber que é a prioridade em sua vida. As crianças necessitam de confirmação através de palavras. As palavras são importantes. Converse com elas e compartilhe suas histórias sobre a escola, trabalhos de casa, amigos, e assim por diante.


3.Mostre ao seu filho como resolver problemas sem estressar sobre o resultado

Um dos maiores presentes que você pode dar ao seu filho é a capacidade de analisar e resolver problemas. Deixe seu filho decidir por si mesmo o que ele quer. Você não pode resolver seus problemas o tempo todo. É saudável lhe permitir experimentar a vida através de suas próprias lentes. Conquistas são importantes e, ao lhe permitir determinar o que quer, você o está presenteando com a consciência.

Você quer criar um adulto produtivo. Permita que ele venha até você e compartilhe seus problemas e o oriente a fazer as melhores escolhas possíveis. É difícil dar um passo atrás quando vir filho cometer um erro. Mas faz parte da aprendizagem e da evolução da nossa humanidade.

Rick Weissbourd, que conduziu o estudo, diz: “Estamos muito focados na felicidade de nossos filhos. Estamos fazendo-os se concentrarem apenas em casos de sucesso?” A pressão para a realização pode ter muitos resultados negativos”, diz Weissbourd, que é codiretor do projeto.


4.Mostre a sua gratidão a seu filho regularmente

Os pesquisadores dizem que “os estudos mostram que pessoas que praticam o hábito de expressar gratidão são mais propensas a serem úteis, generosas, compassivas, felizes, saudáveis e perdoarem com mais facilidade.” Os pais devem dar tarefas aos seus filhos e, em seguida, expressarem gratidão por suas realizações. É importante que as crianças vejam que a gratidão é um dom notável. Sempre que fizerem algo, honre-as e as reconheça pelo seu desempenho.

Como pais, é nosso devem ensinar nossos filhos a serem compreensivos e compassivos para com os outros. As crianças aprendem pelo exemplo. Leve-as para trabalhos comunitários e voluntários. Ajudar seus filhos é não apenas dar-lhes uma chance de serem adultos surpreendentes, mas também remover o preconceito da intolerância e diferença. Tudo começa em casa.

 

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5.Ensine seus filhos a expandirem a sua visão

Isso remonta à mostrar-lhes gratidão. Deixe seu filho experimentar o mundo através de sua compaixão. Os pesquisadores dizem que “quase todas as crianças empatizam e se preocupam com seu pequeno círculo de familiares e amigos.”

Ensine seu filho a ser um bom ouvinte, a interagir sem o uso de tecnologia, ser compreensivo com outras pessoas  de fora de sua família  e a não julgar qualquer pessoa com base em sua religião ou nacionalidade. Estamos em tempos cruciais da evolução humana, e esta nova geração tem a capacidade de mudar o nosso mundo. Expor seu filho a diferentes culturas ajuda a desenvolver uma pessoa amorosa, gentil e feliz.

Você é responsável por criar almas amorosas. Ajude-as a navegarem neste mundo através da compaixão, amor e bondade.

“Criar uma criança respeitosa, carinhosa e ética sempre pode parecer um trabalho árduo. Mas é algo que todos nós podemos fazer. E nenhum trabalho é mais importante ou mais gratificante.”

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Traduzido pela equipe de O Segredo – Fonte: Power of Positivity

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Psicologia Positiva

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A psicologia positiva é um termo amplo que abraça estudos científicos dos temas relacionados a um viver com mais qualidade e maior sentido.  É um campo que estuda as experiências, as forças e os traços positivos do caráter, os relacionamentos e as instituições positivas
No final dos anos 1990, um grupo de psicólogos, liderados por Martin Seligman, presidente da APA (American Psychological Association), perceberam que a grande maioria dos estudos da psicologia eram focados nas patologias. Eles defenderam a idéia de que os psicólogos deveriam também incluir em seus estudos o ótimo funcionamento do indivíduo, ou seja, a felicidade, a alegria, o lado positivo das pessoas. Foi este grupo de deu início ao movimento denominado Psicologia Positiva.
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A Psicologia Positiva tem a intenção de descobrir e promover os fatores que favorecem os indivíduos  a florescer e prosperar nutrindo as forças e virtudes humanas, a felicidade e a excelência.

Ela propõe não focar apenas nos problemas das pessoas, e sim, buscar compreender a ciência e a anatomia da felicidade, das experiências positivas, do otimismo e do altruísmo. Em vez de focar e lidar com problemas, a psicologia positiva sugere ser mais efetivo olhar para as oportunidades, para os sucessos e os pontos fortes.

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Cinco pilares que promovem o bem estar

  • Emoções Positivas
  • Forças e Virtudes do caráter
  • Conexões Sociais Positivas
  • Sentido no viver
  • Realização, persistência e metas

 

A Psicologia Positiva estuda o que está bem nas pessoas, investiga como as pessoas alcançam uma vida mais feliz, com maior satisfação e significado. Ela foca na identificação e na construção das forças humanas, da felicidade, do bom funcionamento e da excelência.

 

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Forças Pessoais para gerar emoções positivas

  • Otimismo
  • Gratidão
  • Curiosidade
  • Amar e ser amado
  • Entusiamo
  • Amor ao aprendizado
  • Esperança

 

Bibliografia
Florescer –  Martim Seligman

O Poder Pessoal 

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A sua mente tem a capacidade de gerar saúde perfeita ou provocar uma doença grave. Na verdade ela irá criar tudo aquilo que foi programada para fazer. Muitas vezes inconscientemente você programa uma doença por meio de suas emoções como o ódio a si mesmo e aos outros, a vingança, a desistência da vida e assim por diante. Se faz necessário aprender a programar a mente a ter saúde perfeita, radiante em todos os aspectos e cada vez mais saudável. É preciso lembrar que a mente opera 24 horas por dia 365 dias por ano esteja você dormindo ou acordado e jamais se cansa. Está continuamente fazendo aquilo que foi programada para fazer.

Lembre  sempre que se você não assumir essa responsabilidade a sua mente ou outras pessoas vão controlar a sua vida.

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Se alguém o julga ou ataca e você assimila a crítica; ou você irá se magoar retraindo-se ou irá revidar. Agindo assim você deixa que a outra pessoa seja a causa de suas emoções, mas é você quem deve ser a causa das suas próprias emoções.

O poder pessoal é uma atitude, você pode decidir manter uma atitude de fraqueza ou de força ao começar cada novo dia. Seu poder é a energia que você usa para executar as decisões que toma, se você não é uma pessoa decidida a sua mente ou outras pessoas tomam uma decisão por você.

Como  você pode ser o senhor de sua própria vida se não toma posse do seu poder?

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 Você é um co-criador e também tem poder! Você não pode se ajudar se não for dono do seu poder.

Está e sempre esteve disponível para você um poder pessoal  irrestrito. 

O santo é um pecador que jamais desistiuParamahansa Yogananda 

Quando você usa o seu poder durante um longo tempo você tem aquilo que chamamos de disciplina.  

Toda manhã ao levantar-se da cama você pode reivindicar o seu poder e se comprometer a tornar-se o senhor de sua própria vida. É possível ser afetuoso, ter um dia excelente e não deixar que nada no universo o tire das suas tarefas agendadas.

“Nada tem poder algum sobre mim além daquilo que permito por meio de meus pensamentos conscientes”  Anthony Robbins 

Comece a  ouvir a voz que há na sua cabeça, tanto quanto puder. Preste atenção principalmente a padrões repetitivos de pensamentos,  aquelas velhas trilhas sonoras que você escuta da sua cabeça há anos. Isso é observar o pensamento. Esteja lá presente como uma testemunha. Seja imparcial ao ouvir a voz, não julgue.

Ouvir o pensamento significa que você está consciente não só do pensamento mas também de você mesmo.

Este é o seu interior mais profundo. 

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Quando você faz isso o pensamento perde o poder que exerce sobre você e se afasta rapidamente porque a mente não está mais recebendo a energia gerada. Este é o começo do fim do pensamento involuntário e compulsivo.

Quando um pensamento se afasta perceba uma interrupção no fluxo mental, um espaço de mente vazia. Quando esses espaços acontecem sinta uma certa serenidade e paz interior.  Esse é o começo do estado natural de se sentir em unidade com o Ser.

Com a prática , a sensação de paz e serenidade vai se intensificar. Isso vai elevar a sua frequência vibracional. Todas as vezes que criamos uma espaço no fluxo do pensamento a luz da nossa consciência fica mais forte.

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O Verdadeiro Poder interior está à sua disposição agora 

A mente procura sempre negar e escapar do agora. Quanto mais você  se  identificar com a sua mente mas sofrerá.  Quanto mais respeitar e aceitar o agora, mais se libertará da dor,  do sofrimento e da mente 

E como fazer isso? Tenha uma profunda consciência de que o momento presente é tudo o que você tem. Faça do agora o foco principal da sua vida. Perceba o quanto você  está no  agora ou no passado ou no futuro durante todo o seu dia. Anote suas observações.

Por que o agora é a coisa mais importante que existe? 

 Porque é a única coisa que existe. O único fator que permanece constante. Não há como transformar o que já aconteceu, isto está no passado, não temos como prever o que irá acontecer no futuro, o único momento que existe é o momento presente. O seu poder está no agora.

A PRESENÇA É A CHAVE para a liberdade. Portanto, você só pode ser livre agora. Onde quer que você esteja….. esteja por inteiro.

Referência bibliografia

Praticando o Poder do Agora – Eckhart Tolle

Psicologia da Alma – Joshua David Stone

Florais

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“A cura final e completa vem de dentro, da própria alma, que, através  de sua bondade, irradia harmonia por toda a personalidade, quando se permite que assim seja”.                                                                                           Dr Edward Bach

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Florais de Bach

Os 38 Florais de Bach foram criados e desenvolvidos pelo médico inglês Dr. Edward Bach, que era homeopata, bacteriologista e imunologista. Os florais de Bach foram desenvolvidos entre os anos de 1928 e 1936.

Eles representam e servem para equilibrar uma determinada característica ou estado emocional específico.  O objetivo dos florais de Bach é serenar algumas emoções negativas no ser humano.

Os Florais são completamente naturais e podem ser utilizados por toda a família,  em plantas e animais.

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Florais da California

Os Florais da Califórnia, são cultivados e preparados desde as encostas do Oceano Pacífico até as altas montanhas da Serra Nevada. Seus fundadores e pesquisadores são Richard Katz e Patricia Kaminski, que estão trabalhando no sistema desde 1970.

Estes florais tratam de uma gama de temas relacionados à vida contemporânea, nossa vida urbana, relacionamentos, nossa experiência como seres mais sensíveis, que têm a percepção e tendem a sentir as interferências das energias ambientais.

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Florais de Saint Germain

Os Florais de Saint Germain foram criados por Neide Margonari, uma artista plástica e manipuladora de essências florais. Em 1990, ela criou 81 essências que são obtidas das flores brasileiras.

Os Florais de Saint Germain contêm energias de alta potência vibratória, de pura Luz, extraida de certas flores, que ajudam no desenvolvimento da consciência humana, harmonizam os campos mentais, emocionais e efetuam a conexão com o Eu Superior, a consciência maior.

São florais que induzem ao auto-conhecimento, e é somente pelo auto-conhecimento que a consciência humana se transforma e se eleva.

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Reconhecer o sintoma é a chave para a escolha dos florais mais apropriados.

Emoções que podem ser trabalhadas: depressão, medo, culpa, pânico, melancolia, tristeza, apatia ou resignação, ciúmes, raiva, cansaço, solidão, indecisão, mágoa, ansiedade, pensamento excessivo no futuro ou no passado, tristeza por perda de entes queridos e muitas outros sentimentos.

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Os chakras

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A  palavra  chakra  é  de  origem  sânscrita, e  se  traduz  pelo  termo  roda. Efetivamente, o formato de um chakra é circular, lembrando uma roda e se localiza no corpo etérico do ser humano.

Chakras são vórtices de energia situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia – prana, chi – do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico. Os principais chakras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino.

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Quando temos pensamentos, sentimentos e desejos positivos ou negativos fazemos com que estes vórtices de energia girem no sentido horário (positivo), no sentido anti-horário (negativo) ou fiquem parados (estagnados).
Podemos atingir o máximo de giros positivos quando temos pensamentos, sentimentos e desejos positivos e podemos ter os giros negativos ou estagnado quando apresentamos pensamentos, sentimentos e desejos negativos.
Quando o negativo ou estagnado ocorre dificulta o funcionamento dos centros de força e diminui nossas percepções.

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Chakra Coronário – é o centro de força situado no topo da cabeça. É o centro de ligação entre o plano físico e nosso Eu interior. É o chakra responsável pela expansão da consciência e pela captação das ideias elevadas. Em desequilíbrio gera falta de inspiração, confusão e alienação.  Em equilíbrio há fortalecimento, com pensamentos claros sobre si e o mundo.Está ligado à glândula pineal.

Chakra Frontal – é o centro de força situado  no ponto entre as sobrancelhas. Está ligado à glândula hipófise – pituitária – e tem relação direta com a intuição. É o chakra da aprendizagem e do conhecimento. Quando está em desiquilíbrio há bloqueios mentais, pensamentos obsessivos e falta de aprofundamento. Em equilíbrio vem a intuição, a conexão, trazendo foco e atenção

Chakra Laríngeo – é o centro de força situado em frente da garganta. É o responsável pela energização da boca, garganta e órgãos respiratórios. Está ligado à glândula tireoide. É considerado também como um filtro energético que bloqueia as energias emocionais, para que elas não cheguem até os chakras da cabeça. É o Chakra responsável pela expressão criativa – comunicação – do ser humano no mundo.Trabalha elemento éter.

Chakra Cardíaco – é o centro de força responsável pela energização do sistema respiratório, imunológico e circulatório. Em desequilíbrio gera instabilidade emocional, frieza e apatia. Equilibrado gera sentimento de compaixão, altruísmo e amor incondicional. Está ligado à glândula timo.Trabalha elemento ar.

Chakra Plexo Solar– é o centro de força abdominal, responsável pela energização do sistema digestivo. Está ligado à glândula pâncreas. É considerado o chakra das emoções inferiores ( egoísmo, irritação, ódio, dificuldade de assimilação, apatia). Bem desenvolvido, facilita a percepção das energias ambientais.Trabalha elemento fogo.

Chakra Umbilical – é o centro de força responsável pela energização dos órgãos sexuais. Está ligado às gônadas – sistema reprodutor. Em desequilíbrio gera compulsão, problemas de auto estima e bloqueio emocional. Bem desenvolvido, estimula o melhor funcionamento dos outros chakras. É o chakra da troca sexual e da alegria.Trabalha elemento água.

Chakra Básico – é o centro de força situado na área da base da coluna. É o responsável pela absorção da energia telúrica. É a nossa sustentação, nossa postura perante o mundo. Está ligado às glândulas suprarrenais . Trabalha elemento terra.

 

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Os óleos essenciais e os Chakras correspondentes

Os óleos essenciais potencializam o efeito da imposição de mãos (reiki) ou massagem em sentindo horário nos pontos em que estão os chakras. Para cada chakra há um óleo essencial apropriado.

1. Chakra raiz: Cedro
2. Chakra Umbilical: Laranja, sálvia esclaréia e ylang ylang.
3. Chakra Plexo solar: Cedro, laranja e manjericão.
4. Chakra do coração: Hortelã pimenta, gerânio, laranja e ylang ylang.
5. Chakra da garganta: laranja, cipreste e lavanda.
6. Chakra Frontal: Alecrim, hortelã-pimenta, manjericão e sálvia esclaréia.
7. Chakra da caroa: Lavanda.

 

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Os cristais também podem harmonizar os sistemas de chakras, contribuindo para a saúde e bem estar do corpo e do espírito. Cada cristal é associado a um centro energético, tanto pela sua cor como pelas suas qualidades.

O livro ‘Jung e o Ioga’, de Judith Harris, Ed. Claridade aborda a visão de Jung, como sonhos e arquétipos, baseados em seus estudos dos Chakras e da Kundalini, os centros energéticos no corpo e a energia primordial, respectivamente.
Assim como Jung quebrou paradigmas é foi além da ciência racional para compreender o ser humano, quem busca a felicidade deve abrir-se para um entendimento mais amplo dos símbolos da nossa sociedade e sua influência sobre nossos pensamentos, sentimentos e emoções.

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À medida que tomamos contato com o chakra inferior, confrontamo-nos com o medo primitivo de abandono, da perda, enfrentando a possibilidade de estarmos verdadeiramente sós. Porém, isso é apenas uma ilusão, já que estamos todos essencialmente sozinhos; nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Somente através da ligação com o mundo arquetípico é que conseguimos sentir um ambiente amoroso à nossa volta. “Estar no mundo é ter um ego e saber que o ego só nos foi dado como instrumento para revelação da energia divina, não como um fim em si mesmo.” Jung e o Ioga” Judith Harris

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Fonte:

http://www.ippb.org.br
http://www.heartjoia.com/
http://ventosdepaz.blogspot.com.br/
http://andreaalves.blog.br/

http://monas.com.br
https://coresdeciclamen.wordpress.com

http://pablo.deassis.net.br/

Escrever, um prazer terapêutico

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Ao longo das nossas vidas experimentamos muitos sentimentos diferentes, mas não basta apenas dar-lhes voz; eles precisam ser escritos, trazidos à luz para serem vistos nas palavras e frases no papel. Escrever é uma verdadeira terapia.

Escreva se você estiver triste, se estiver feliz, se o seu amor se foi ou se alguém muito próximo morreu. Escreva e não pare até expressar todos os seus sentimentos e sensações. Não pense, apenas escreva.

Em 1999 foi realizado um estudo nos Estados Unidos pela Associação Médica Americana que estudou os efeitos da escrita em diversos pacientes com vários tipos de doenças.

Os pacientes com asma melhoraram seus níveis de respiração, os doentes com artrite sentiram alívio nas dores, portanto os efeitos positivos da escrita foram comprovados.
“Escrever é uma forma de terapia. Às vezes me pergunto como conseguem escapar da loucura, da melancolia e do pânico, que são estados próprios da condição humana, os que não escrevem, não compõem e não pintam.”
-Grahan Green-

Escrever é uma terapia

Em junho de 2008 um estudo do Journal of Pain and Symptom Management revelou que um grupo de pacientes com câncer que escreviam por 20 minutos uma vez por semana experimentaram uma melhora significativa em sua saúde emocional e um grande bem-estar lendo suas histórias para os outros.

Um dos grandes defensores da escrita como uma forma de terapia é o Dr. James Pennebaker. Em seu livro “Abra seu coração: O poder da cura através da expressão das emoções”, ele diz que escrever sobre experiências desagradáveis ajuda a melhorar o ânimo, diluir a raiva, e fortalecer o sistema imunológico. Ele também dá alguns conselhos para utilizar a escrita como terapia:

– Pergunte a si mesmo: Há quanto tempo eu me sinto assim?

Se a resposta automática for “muito tempo”, é preciso procurar ajuda e o primeiro passo pode ser começar a escrever.

– Comprometa-se a escrever vinte minutos durante quatro dias consecutivos.

Os estudos demonstram que esse tempo é suficiente para construir uma história sobre o que nos preocupa e, assim, desabafar.

– Escreva sem parar

Não se preocupe com a sintaxe ou ortografia, ou o significado do que escreve. Libere os sentimentos, deixe as emoções fluírem.

Tente escrever uma história que conecte os vários aspectos da sua vida: trabalho, relações emocionais, etc. Descrevendo em palavras o que o preocupa em cada setor da sua vida, você perceberá as conexões que podem existir.

Os benefícios terapêuticos de escrever

A escrita tem benefícios positivos inegáveis sobre muitos aspectos da nossa vida: alivia nossa angústia, nos ajuda a dar forma, entender e solucionar o que nos preocupa.

Algumas vantagens de escrever como terapia são as seguintes:

1- Estimula nossa criatividade

Escrever é algo muito criativo; nos ajuda a nos expressarmos melhor, a encontrar novas soluções, novas ideias, a imaginar e sonhar.

“Não existem mais do que duas regras para escrever: ter algo a dizer e dizê-lo”.
Oscar Wilde

2- Nos ajuda a gerir nossas emoções

Quando escrevemos derramamos todas as nossas emoções no papel. Podemos rir ou chorar enquanto escrevemos. O que transmitimos através das nossas palavras nos ajuda a gerir nossas emoções e entendê-las a partir de outro ponto de vista.

3- Permite o autoconhecimento

O que escrevemos vem do coração, do nosso ser mais profundo; colocar os sentimentos em palavras nos faz perceber como realmente somos, como as circunstâncias da vida nos afetam, como são a raiva e a frustração que sentimos. Damos nome aos sentimentos e os enfrentamos “cara a cara”.

4- Nos dá a oportunidade de compartilhar nossos sentimentos

Podemos escrever para nós mesmos ou mostrar para os outros e compartilhar nossos sentimentos e experiências.

O fato de mostrar para outras pessoas nos permite avaliar outros pontos de vista e receber a empatia das pessoas próximas.

Escrever é uma terapia

Técnicas de escrita terapêutica

Para começar a escrever como terapia, o essencial é soltar a imaginação e seguir alguns conselhos simples.

– Escreva vinte minutos por dia durante quatro dias.

Escreva de forma automática, não se preocupe com o sentido das frases, com a ortografia, etc.

– Escreva sobre os problemas que mais o preocupam, sobre os aspectos da sua vida que julga mais importantes.

– Se precisa resolver um problema com alguém, escreva uma carta, mesmo que não a envie e a pessoa nunca leia.

E acima de tudo, escreva sua história com um final feliz e viva.

“Para mim, escrever é viver, conhecer, ser arqueólogo de si mesmo. Escavar, e quando escavamos descobrimos dentro de nós o criminoso e o santo, o herói e o covarde”.
-José Luis Sampedro-

Contos e Mitos

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“Quando apresentamos um mito ou contamos uma história de fadas, existe para a pessoa que participa, isto é, para quem se emociona com ela, um efeito curativo, pois devido a sua participação, ela é enquadrada numa forma arquetípica de comportamento e, desse modo, pode chegar pessoalmente “`a ordem” (Emma Jung)

 

O Eterno Imaginário, óleo sobre tela de John Anster

A magia dos contos  e mitos é o encontro do consciente com o inconsciente, e é através deste dar as mãos que nasce o símbolo.

“Onde está a sonata antes de ser tocada no piano.” (Rubens Alves). A sonata já existe, mas está em outra dimensão. Ela nasce para o artista como inspiração. A sonata está no inconsciente coletivo e o artista tem o acesso a ela através de suas vivências e experiências.

“Jung nos ensinou que, do ponto de vista simbólico, os personagens dos mitos e contos de fadas podem ser vistos como representantes de forças que atuam em nossa psique coletiva, e portanto fazem parte da constituição de nossa natureza humana e da natureza planetária (de acordo com o ponto de vista da psicologia simbólica, psique e mundo são aspectos diferentes de uma mesma realidade multifacetada, que se manifesta através de infinitas faces). Por isso, o conhecimento do mundo e da natureza à nossa volta tem como contraponto e complemento indissociável o auto-conhecimento. E, sendo forças, essas forças não são “boas” nem “más”: tudo depende do direcionamento que damos a elas, de como as atualizamos e contextualizamos, de como nos relacionamos com elas”. (Bernardo, 2004:132-3)

” Só é olhado pelo céu quem olha para as estrelas” (Mia Couto)

MITO DA CAVERNA – PLATÃO

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O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.

A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.

Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de muito habituar-se com a nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).

Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.

Este modo de contar as coisas tem o seu significado: os prisioneiros somos nós que, segundo nossas tradições diferentes, hábitos diferentes, culturas diferentes, estamos acostumados com as noções sem que delas reflitamos para fazer juízos corretos, mas apenas acreditamos e usamos como nos foi transmitido. A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos, pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou Idéias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano. A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a Idéia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu com Deus).

Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir pela maioria ignorante.

Por João Francisco P. Cabral

Visualização Criativa, Contos e Mitos

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O trabalho com Visualização Criativa, Contos e Mitos tem o objetivo de fazer os conteúdos inconscientes virem para a consciência e desta forma serem acolhidos, trabalhados e resignificados.

O inconsciente é criativo por natureza. Jung diz que o inconsciente não é somente um depósito das coisas que não acessamos, toda nossa criatividade vem dele. Os símbolos surgem nos aspectos conscientes e inconscientes. Através do consciente atraímos conteúdos do inconsciente que necessitam ser elaborados e transformados. Todo conteúdo que não trabalharmos no consciente vai para o inconsciente por não estarem prontos para serem elaborados.

O inconsciente coletivo é a camada mais profunda de nossa alma. É coletivo porque não pertence ao indivíduo, mas à humanidade. Tem como base os arquétipos e só pode tornar-se consciente quando o inconsciente pessoal tomá-lo através das experiências. Todas as idéias e representações mais poderosas da humanidade remontam aos arquétipos. Os arquétipos são tendências psíquicas universalmente herdadas, via evolução da espécie para representar imagens semelhantes. O acesso se faz através da observação dos sonhos, nos mitos, nos contos de fadas, nas religiões, nas artes dramáticas, plásticas e esculturas, peças publicitárias e relacionamentos humanos.

A criação de história a partir de sonhos, de imaginação ativa, imaginação dirigida ou de desenhos livres é uma técnica expressiva valiosa.

“A regra psicológica diz que quando uma situação interna não é conscientizada, ela acontece fora, como destino”. Carl Gustav Jung

O ponto de vista de cada um

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Quantas vezes você se viu numa discussão em que a outra pessoa não o compreendia? Ela contra-argumentava e você tinha dificuldade de entender? Quem será que estava com a razão?

Provavelmente os dois! Apenas estavam olhando a questão por perspectivas distintas, talvez por possuírem perfis psicológicos diferentes. Essas diferenças foram identificadas por Carl G.Jung(1875 – 1961), psiquiatra suíço, no livro “Tipos Psicológicos”, onde define que as pessoas podem ter formas muito distintas de perceber e julgar o que ocorre ao seu redor.

A compreensão do perfil psicológico pode ser muito rica, pois podemos tirar proveito das suas particularidades, potencializar o que tem de melhor, e valorizar as diferenças!

Esse entendimento também pode nos ajudar a direcionar a carreira, entender o que nos motiva e, inclusive, melhorar nossos relacionamentos.

Isso é música para seus ouvidos? Então vamos aos conceitos dos “tipos psicológicos” para que você entenda melhor os benefícios desse conhecimento.

Primeiramente, Jung identificou uma diferença relativa a direção da energia da pessoa. Se a energia está dirigida às coisas ao redor, às outras pessoas, ao que ocorre no mundo exterior, esta pessoa é caracterizada como “extrovertida” e representada pela letra “E”. Se, por outro lado, a energia está voltada para as próprias ideias, reflexões sobre o que ocorre no mundo interior essa pessoa é “introvertida” (I).

Dentro de cada grupo de extrovertidos e de introvertidos, Jung percebeu que existiam diferenças de posicionamento e atitudes entre as pessoas. Jung  identificou quatro “funções psíquicas” que diferenciavam esses indivíduos e as agrupou em dois pares de opostos:

Como PERCEBEMOS o mundo:

◦      Sensação (S)

◦      Intuição (N)

Como JULGAMOS o mundo:

◦      Pensamento (T)

◦      Sentimento (F)

As pessoas do tipo “Sensação” são pessoas mais detalhistas, que utilizam os cinco sentidos para coletar e analisar o que está ao seu redor, gostam de dados e fatos, são focadas no aqui e agora, são realizadoras. Por outro lado, as pessoas do tipo “Intuição” são pessoas que usam o seu sexto sentido, olham o todo, enxergam possibilidades, têm o foco no futuro, tendem a ser visionárias.

As pessoas do tipo “Pensamento” são as que julgam o mundo com objetividade, racionalidade, pragmatismo, em geral são excelentes administradores. Por fim, as pessoas do tipo “Sentimento” julgam a realidade através da subjetividade, algo é bom ou ruim segundo suas crenças e valores, seu foco é nas relações e na harmonia do ambiente, são atraídas por profissões focadas nas pessoas.

O tipo psicológico é composto pelas quatro funções, entretanto, com pesos distintos de acordo com a frequência de atuação, identificadas como função principal, auxiliar, terciária e inferior.

A determinação do tipo psicológico é feita pela composição das duas funções mais desenvolvidas, ou seja, a principal e a auxiliar. Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F).

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal. Por exemplo, se a função principal é pensamento, a função inferior será sentimento.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido.  Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados. Nesses momentos podemos agir de modo irreconhecível e causar estragos. Justamente por isso, é importante trabalhar essa função.

A combinação do foco de energia (E ou I) com as quatro funções determinam os 16 tipos psicológicos. Cada um desses perfis possui potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Para que se entenda a dinâmica dos tipos, imagine que um destro precise escrever o próprio nome. Com a mão direita, a tarefa será executada facilmente. Mas se for solicitado que ele faça o mesmo com a mão esquerda, terá que pensar como segurar a caneta, como se posicionar. Enfim, vai gastar mais tempo e a caligrafia não será a mesma. Assim é o nosso tipo psicológico. As funções dominantes (principal e auxiliar) representam a nossa preferência, a mão direita dos destros, e as funções terciária e inferior representam a “mão esquerda”.

Por isso o  autoconhecimento é tão importante. Ele torna possível explorar tudo que as funções dominantes oferecem e ampliar o monitoramento das demais funções para que as fraquezas sejam minimizadas.

A compreensão do tipo psicológico é muito útil na escolha, desenvolvimento ou mudança de carreira. Graças a ela, podemos optar por caminhos mais confortáveis, mais afins ao nosso tipo psicológico e, com isso, desempenharemos nossas tarefas com maior satisfação, prazer e desenvoltura.

Por exemplo, uma pessoa tipo Sensacão-Pensamento é um realizador, tem um senso prático forte. Ela pode ser um empreendedor de sucesso, um alto executivo orientado a resultados. Mas, se estiver trabalhando com algo abstrato, conceitual, cujos resultados não sejam mensuráveis, isso exigirá dela um esforço hercúleo.

Enfim, se agirmos com sabedoria seguiremos os ensinamentos de Confúcio: “trabalhe com aquilo que gosta e não terá que trabalhar um dia sequer”.

Fonte: Lucia Navarro

Astrologia na Visão Junguiana

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O fato da Astrologia fornecer fórmulas arquetípicas dá a ela um lugar eminente como instrumento psicológico ideal de compreensão da singularidade e da individualidade humana pois ela, por ser antropocêntrica, mostra a visão que o indivíduo tem do universo, ou seja, o indivíduo é o centro do seu mundo pessoal.

“A Astrologia merece o reconhecimento da Psicologia, sem restrições, porque a Astrologia representa a soma de todo o conhecimento psicológico da Antigüidade”(C. G. Jung. Comentário no The Secret of the Golden Flower, apoud Arroyo, 1993 p.8 )

Dr. Jung mostrou que os principais agentes motivadores da vida, presentes na psique individual, e os padrões psicológicos globais, são manifestações de fatores arquetípicos na psique humana. Esses arquétipos são essenciais na camada psicológica da vida. Ele chamou esse substrato psíquico de Inconsciente Coletivo e descreve os arquétipos como princípios universais que são a base e a motivação de toda a vida psicológica, individual e coletiva. Na Astrologia, esses princípios universais constituem o seu principal campo de estudo; na concepção astrológica, cada indivíduo é um ser universal único, uma expressão completa e sem igual dos princípios, padrões e energias universais. A Astrologia é uma linguagem de princípios universais, uma maneira de perceber a forma e a ordem na vida de um ser humano, uma maneira de simbolizar a unidade de cada indivíduo com os fatores universais. A Astrologia praticada atualmente, junto com a Psicologia moderna e com sua separação definitiva de práticas adivinhatórias auxiliam o indivíduo a realizar a totalidade de seu ser e representar o papel total de seu destino.

Uma definição semelhante na Astrologia se dá através do conceito de Ascendente. Ascendente é como a pessoa se manifesta, a personalidade ou máscara que ela apresenta; sua individualidade é representada pelo signo solar. Ela é o seu Sol mas reage com o Ascendente. Se colocarmos doze pessoas do mesmo signo solar frente a uma situação, mas que tenham Ascendentes diferentes, veremos doze reações diversas, doze pontos de vista diversos. O Ascendente é a máscara que o ator usa quando representa um papel; é a máscara, não é ele. O Ascendente é o que os outros vêm em nós.

CELSO RIBEIRO, astrólogo, SINARJ 295, acadêmico de psicologia, bacharel em ciências náuticas utilza também técnicas como o tarô, radiestesia, numerologia e sinastria.
Extraído de seu texto da Monografia de Conclusão de Curso (UNESA)

DUAS HISTÓRIAS FANTÁSTICAS

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                       HISTÓRIA NÚMERO UM 
 

Al Capone e Easy Eddie

Há muitos anos atrás, Al Capone controlava virtualmente Chicago.  
Capone não era famoso por nenhum ato heróico. Ele era notório por empastar a cidade com tudo relativo a contrabando, bebida, prostituição e assassinatos.  
Capone tinha um advogado apelidado ‘Easy Eddie’. Era o seu advogado por um excelente motivo. Eddie era muito bom! Sua habilidade, manobrando no cipoal legal, manteve Al Capone fora da prisão por muito tempo.  
Para mostrar seu apreço, Capone lhe pagava muito bem. Não só o dinheiro era grande, como Eddie também tinha vantagens especiais. Por exemplo, ele e a família moravam em uma mansão protegida, com todas as conveniências possíveis.  
A propriedade era tão grande que ocupava um quarteirão inteiro em Chicago. Eddie vivia a vida da alta roda de Chicago, mostrando pouca preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta. No entanto, Easy Eddie tinha um ponto fraco.Ele tinha um filho que amava afetuosamente. Eddie cuidava que seu jovem filho tivesse o melhor de tudo: roupas, carros e uma excelente educação. Nada era poupado. Preço não era objeção. E, apesar do seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou lhe ensinar o que era certo e o que era errado. Eddie queria que seu filho se tornasse um homem melhor que ele. Mesmo assim, com toda a sua riqueza e influência, havia duas coisas que ele não podia dar ao filho: ele não podia transmitir-lhe um nome bom ou um bom exemplo.  
Um dia, o Easy Eddie chegou a uma decisão difícil. Easy Eddie tentou corrigir as injustiças de que tinha participado. Ele decidiu que iria às autoridades e contaria a verdade sobre Al ‘Scarface’ Capone, limpando o seu nome manchado e oferecendo ao filho alguma semelhança de integridade. Para fazer isto, ele teria que testemunhar contra a quadrilha, e sabia que o preço seria muito alto. Ainda assim, ele testemunhou.  
Em um ano, a vida de Easy Eddie terminou em um tiroteio em uma rua de Chicago. Mas aos olhos dele, ele tinha dado ao filho o maior presente que poderia oferecer, ao maior preço que poderia pagar. A polícia recolheu em seus bolsos um rosário, um crucifixo, uma medalha religiosa e um poema, recortado de uma revista.  
O poema: “O relógio da vida recebe corda apenas uma vez e nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros pararão, se mais cedo ou mais tarde”.  
 
                    HISTÓRIA NÚMERO DOIS  
 

Butch O’HareA Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis. Um deles foi o Comandante Butch O’Hare. Ele era um piloto de caça, operando no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul. Um dia, o seu esquadrão foi enviado em uma missão. Quando já estavam voando, ele notou pelo medidor de combustível que alguém tinha esquecido de encher os tanques. Ele não teria combustível suficiente para completar a missão e retornar ao navio. O líder do vôo o instruiu a voltar ao porta-aviões. Relutantemente, ele saiu da formação e iniciou a volta à frota. Quando estava voltando ao navio-mãe viu algo que fez seu sangue gelar: um esquadrão de aviões japoneses voava na direção da frota americana. Com os caças americanos afastados da frota, ela ficaria indefesa ao ataque. Ele não podia alcançar seu esquadrão nem avisar a frota da aproximação do perigo. Havia apenas uma coisa a fazer. Ele teria que desviá-los da frota de alguma maneira. Afastando todos os pensamentos sobre a sua segurança pessoal, ele mergulhou sobre a formação de aviões japoneses. Seus canhões de calibre 50, montados nas asas, disparavam enquanto ele atacava um surpreso avião inimigo e em seguida outro. Butch costurou dentro e fora da formação, agora rompida e incendiou tantos aviões quanto possível, até que sua munição finalmente acabou. Ainda assim, ele continuou a agressão. Mergulhava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível, tornando-os impróprios para voar. Finalmente, o exasperado esquadrão japonês partiu em outra direção. Profundamente aliviado, Butch O’Hare e o seu avião danificado se dirigiram para o porta-aviões. Logo à sua chegada ele informou seus superiores sobre o acontecido. O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história com detalhes. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar o esquadrão japonês para proteger a frota. Na realidade, ele tinha destruído cinco aeronaves inimigas. Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942, e por aquela ação Butch se tornou o primeiro Ás da Marinha na 2ª Guerra Mundial, e o primeiro Aviador Naval a receber a Medalha Congressional de Honra.  
No ano seguinte Butch morreu em combate aéreo com 29 anos de idade. Sua cidade natal não permitiria que a memória deste herói da 2ª Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto O’Hare, o principal de Chicago, tem esse nome em tributo à coragem deste grande homem.Assim, se porventura você passar no O’Hare International, pense nele e vá ao Museu comemorativo sobre Butch, visitando sua estátua e a Medalha de Honra. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.  
 
O que têm estas duas histórias de comum entre elas?  
 
Butch O’Hare era o filho de Easy Eddie.
 
Crédito (fonte): http://www.facebook.com/simonemagaldi

 

Por que Machado de Assis era Psicólogo sem saber

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“No processo terapêutico, temos que conhecer a persona para ajudar a pessoa a encontrar seu eu verdadeiro”

Persona é uma palavra que origina do latim, nome de uma máscara usada pelos atores na antiguidade.

Jung usou este termo para mostrar a maneira como uma pessoa adapta-se ao mundo; é sua máscara, sua maneira de ser socialmente. Essa máscara é necessária para nos adaptarmos à vida e sobrevivermos em sociedade.

A criança já na infância, tenta se comportar para receber aprovação de suas atitudes. Enquanto cresce, pais e professores na escola vão transmitindo seus valores. Assim aos poucos se desenvolve essa “persona”, que estará presente na profissão e nos papéis da vida. Mas com isso podemos nos esquecer de nosso “ego”, nosso verdadeiro eu. Quando alguém se identifica somente com a persona e esquece-se do ego, tende a ficar frio e vazio.

O espelho

 No conto “O espelho”, Machado de Assis, descreve um personagem identificado com a ‘persona’. Trata-se de um alferes (antigo posto militar) que orgulhava-se de sua farda. Quando saia de férias, ia para a fazenda e trocava a farda por um pijama. Aos poucos notava que sua imagem no espelho estava desaparecendo, e acabava sumindo. Ele ficou desesperado e vestiu a farda novamente, e ao se olhar no espelho, lá estava sua imagem novamente.

“- Lembrou-me vestir a farda de alferes. Vesti-a, aprontei-me de todo; e, como estava defronte do espelho, levantei os olhos, e…não lhes digo nada; o vidro reproduziu então a figura integral; nenhuma linha de menos, nenhum contorno diverso; era eu mesmo, o alferes, que achava, enfim, a alma exterior.”

“Olhava para o espelho, ia de um lado para outro, recuava, gesticulava, sorria e o vidro exprimia tudo. Não era mais um autômato, era um ente animado. Daí em diante, fui outro. Cada dia, a uma certa hora, vestia-me de alferes, e sentava-me diante do espelho, lendo, olhando, meditando…” Isso acontece quando se confunde a individualidade com um papel social. A pessoa se identifica somente com a persona e esquece-se de seu verdadeiro eu. Ao incorporar essa máscara a pessoa se sente forte e poderosa, mas não se humaniza, é rígida.

Enfim, essa máscara é apenas um papel que pode ser o de professor, médico, filho, artista… Por isso Machado de Assis – nosso escritor maior – era psicólogo sem saber.

 No processo terapêutico, temos que conhecer a persona para ajudar a pessoa a encontrar seu eu verdadeiro.

Mas não ter “persona” é tão negativo quanto tê-la em excesso. Ela é necessária para nos relacionarmos com uma certa civilidade. Ninguém fala tudo o que sente, há um limite, um respeito com o próximo, mas que não nos faça esquecer quem somos verdadeiramente.

O Espelho – Obra Completa, de Machado de Assis, vol. II,

por Leniza Castello Branco