Carl Gustav Jung nasceu em Julho de 1875 em Kesswil (Suiça), filho de Johann Paul Jung, um pastor protestante, e Emilie Preiswerk. Formou-se em medicina e especializou-se em psiquiatria, atuando profissionalmente no Hospital de Zurique. Interessado desde 1900 pelo livro “A Interpretação dos Sonhos”, Jung iniciou correspondências com Freud em 1906, enviando-lhe seu livro “Psicologia da Demência Precoce”. Um ano depois, ambos se conhecem pessoalmente e Freud o elegeria “príncipe herdeiro da psicanálise”. Em 1911 Jung é nomeado o presidente da Associação Internacional de Psicanálise, porém, renuncia ao cargo após romper com Freud, em 1913, por ocasião da publicação de “Símbolos da transformação”, onde começa suas divulgações sobre o inconsciente coletivo. É quando deixa de ser psicanalista para fundar a Psicologia Analítica. Faleceu em 06 de Junho de 1961, em Kusnacht

“Por isso, se me perguntam qual é a coisa mais essencial que a Psicologia Analítica poderia acrescentar à nossa cosmovisão, eu responderia que é o reconhecimento de que existem conteúdos inconscientes que fazem exigências inegáveis ou irradiam influências com as quais a consciência terá de se defrontar, quer queira, quer não.”
Jung, 1931/1984 §713; pág. 385

 

Por estranho que pareça, as descobertas de Jung foram menos aceitas — ou foram aceitas com mais lentidão — em sua própria profissão, a psiquiatria acadêmica, do que em muitas outras. Líderes de outros campos científicos foram os primeiros a usar com proveito suas descobertas e idéias, e sempre foi a pessoa individual quem reagiu ao que encontrou na obra de Jung. Jung jamais foi um autor da moda; sua obra nunca foi fonte de nenhum ‘ismo’, tendo ele rejeitado movimentos e divisas. No seu octogésimo aniversário, realizaram-se duas celebrações. Para a primeira, foram enviados convites a pessoas cuidadosamente selecionadas, em sua maioria representantes oficiais de psicologia. Esse foi um evento um tanto formal, que o deixou cansado. Para a festa vespertina, contudo, permitiu-se a presença de todos quantos desejassem ver o grande homem: estudantes, pacientes, o jardineiro de Jung, vizinhos de Bollingen. Em suma, uma grande variedade de pessoas “importantes” e “desimportantes” foi dar os parabéns na segunda festividade. A atmosfera era calorosamente humana e animada, e Jung se demorou mais do que pretendia. No caminho de casa, ele disse: “Sim, essas são as pessoas que darão continuidade à minha obra, indivíduos isolados que sofrem e buscam, e que tentam seriamente aplicar minhas idéias à sua própria vida, e não aqueles que satisfazem sua vaidade pregando-as a outros”.
(Marie-Louise von Franz – “C.G.Jung, Seu mito em nossa época”)

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